Quem Tem Medo de Vera?
Tratam-se de textos curtos da dramaturgia de Vera Karan, autora fiel e apaixonada pelo seu tempo, com um olhar arguto, mordaz, lacônico e bem humorado sobre o ser humano, suas relações afetivas e tudo o mais que o rodeia.
Quatro textos que mostram o universo complexo, paradoxal, contraditório e apaixonadamente cruel dessa autora, que não pode deixar de ser notada enquanto testemunho e contribuição para a dramaturgia.
Dá Licença Por favor:
Casal tem diálogo conturbado, fantástico e bem humorado na plateia de um teatro antes da função começar.
Num clima nonsense, mulher distorce todo o fio da conversa, criando momentos de embaraçoso humor, crítica feroz, sagacidade inconteste, tornando o interlocutor confuso e desesperado.
A Florista e o Visitante:
Duas pessoas, um pouco fora da realidade, encontram-se. Vivem em outro mundo de pureza, ingenuidade e um certo medo da vida, que os torna, até mesmo, anacrônicos.
Tudo na Vida é Passageiro:
Uma trajetória humana vista pela ótica apaixonada de um cobrador de ônibus. O cotidiano de uma mulher pinçado no tempo, no momento de suas viagens, no coletivo em que trabalha o narrador. Uma poética e quase única declaração de um amor impossível.
Quem sabe a gente continua amanhã:
Três irmãs velhinhas discutem sobre o cotidiano em que vivem. Durante anos tentam fazer um cronograma para que os assuntos tenham seus respectivos dias e horários para discussão.
Passam a limpo os momentos marcantes de suas trajetórias, lembranças e comentários que também completam suas razões de viver.